O Prémio de Traduçom da ABL (Academia Brasileira das Letras) deste ano está envolto em polémica.
Poucos dias após a concessom do prémio, em 2 de junho passado, o blogue Não gosto de plágio, da tradutora Denise Bottmann, expressou perplexidade pola escolha da ABL (Pequenas traduções de grandes poetas, de Milton Lins), e iniciou umha série de escritos em que questiona a professionalidade do tradutor, mostrando os erros e desvios contidos em várias das traduções dos poemas coligidos na antologia vencedora do prémio, e inclusive em traduções anteriores do vencedor.
A polémica passou, pouco depois, do citado blogue aos jornais de tiragem nacional (veja-se as informações da Folha de S.Paulo e, mais recente, do suplemento Prosa & Verso do jornal O Globo).
Segundo informaçom da Folha de S. Paulo de 19 de junho, nom disponível na internet, a resposta do tradutor ao ser questionado sobre os erros foi:
"É possível que eu tenha feito algumas variações. Mas não fui eu quem me premiei. Se eu fosse julgar, não me premiaria".
Contodo, segundo informaçom recolhida no Não gosto de plágio, as polémicas traduções premiadas vinham acompanhadas, nas badanas e prólogos, por críticas elogiosas de várias personalidade, entre os quais algum membro da própria ABL.
O que está em causa som, afinal, os critérios que levárom aos jurados dessa categoria dos prémios (Carlos Nejar, Ivan Junqueira e Evanildo Bechara) a conceder o galardom a umha obra que parece carecer de méritos para tal distinçom.
Em meio desta polémica decorre hoje no Rio de Janeiro a entrega dos prémios da ABL, no Palácio Petit Trianon, sede da instituiçom, às 17 h (horário local).
Foi anunciado, no passado 17 de junho, o vencedor do prestigioso Prémio Literário Internacional IMPAC Dublin deste ano: a traduçom británica do romance Boven is het stil (The Twin), do escritor holandês Gerbrand Bakker.
O tradutor da obra, David Colmer, ganha 25.000 euros e o autor os 75.000 euros restantes do montante total do prémio, considerado um dos melhor dotados economicamente do mundo.
O romance de Gerbrand Bakker venceu assi os outros sete finalistas: God’s Own Country (2008), de Ross Raisin, Home (2008), de Marilynne Robinson, In Zodiac Light (2008), de Robert Edric, Netherland (2008), de Joseph O’Neill, Settlement, de Christoph Hein (título original: "Landnahme", 2004), The Believers (2008), de Zoe Heller, The Elegance of the Hedgehog, de Muriel Barbery (título original: "L’Élégance du hérisson", 2006).
Por enquanto existem traduções portuguesas de Netherland. Terra de Sombras (Bertrand) e A Elegância do Ouriço (Presença).
Eis os vencedores de cada ediçom do International IMPAC Dublin Literary Award, referidos segundo as traduções à nossa língua, se existirem:
2010 – Gerbrand Bakker – The Twin
2009 – Michael Thomas – Man Gone Down
2008 – Rawi Hage – Como a Raiva ao Vento (Pt: Civilização, 2008)
2007 – Per Petterson – Cavalos Roubados (Pt: Casa das Letras, 2008)
2006 – Colm Tóibín – O Mestre (Br: Companhia das Letras 2005; Pt: Dom Quixote, 2007; )
2005 – Edward P. Jones – O Mundo Conhecido (Br: José Olympo, 2009)
2004 – Tahar Ben Jelloun – Uma Ofuscante Ausência de Luz (Pt: Asa, 2003)
2003 – Orhan Pamuk – O Meu Nome é Vermelho (Pt: Presença, 2007); Meu Nome é Vermelho (Br.: Companhia das Letras, 2004)
2002 – Michel Houellebecq – Partículas Elementares (Pt: Temas e Debates, 1999; Br: Sulina, 2000)
2001 – Alistair MacLeod – No Great Mischief
2000 – Nicola Barker – À Flor da Pele (Pt: Gradiva, 2000)
1999 – Andrew Miller – A Dor Industriosa (Pt: Teorema, 1999); O Insensível (Br: Record, 1999)
1998 – Herta Müller – A Terra das Ameixas Verdes (Pt: Difel, 1999)
1997 – Javier Marías – Coração Tão Branco (Pt: Relógio D’Água, 1994; Br: Martins Fontes, 1995)
1996 – David Malouf – Lembrando Babilônia (Br: Companhia das Letras, 2000); Recordando a Babilónia (Pt: Assírio & Alvim, 2009)
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Coa recente morte de José Saramago, único autor de língua portuguesa distinguido co Prémio Nobel de Literatura, começam a suceder-se as candidaturas para demandar o segundo Nobel de Literatura lusófono.
Num artigo publicado na passada terça-feira, 22 de junho, o Diário de Notícias informava da reorganizaçom dos lóbis português e brasileiro para a designaçom, respectivamente, de António Lobo Antunes e Rubém Fonseca. Segundo o citado jornal, desde o Brasil estaria a procurar-se apoio nos países africanos de língua portugesa e mesmo em Portugal.
No sábado 26 de junho era a Folha de São Paulo a que informava que em 2011 será apresentada a candidatura ao Nobel de Literatura do último vencedor do prémio Camões, Ferreira Gullar. Na mesma informaçom considerava-se decisiva para que professores e escritores brasileiros decidissem apresentar novamente a sua candidatura (já apresentada em 2002 e 2004) a publicaçom na Suécia, nos últimos dous anos, da traduçom do Poema Sujo, dumha antologia poética e dum dossier dedicado a el na revista Karavan, junto coa atribuiçom neste mesmo ano da maior distinçom das letras portuguesas.
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O passado 21 de Junho fôrom anunciados os ganhadores da décima sexta ediçom do Prémio de Narrativa Arcebispo Joám de Sam Clemente nas suas três categorias:
Melhor romance em língua galega:
Areaquente, de An Alfaya.
Melhor romance em língua castelhana:
El país de la canela, de William Ospina.
Melhor romance em língua estrangeira:
Il dia primo della felicità, de Erri de Luca, pola traduçom ao castelhano El día antes de la felicidad.
O júri do prémio está composto por alunos de bacharelato do licéu Rosalia de Castro, de Santiago de Compostela, organizador do prémio, e doutros quatro centros de ensino secundário galegos.
Cumpre destacar que o livro ganhador da categoria em língua estrangeira, embora tenha concorrido apenas pola traduçom castelhana, conta também com traduçom à nossa língua editada pola portuguesa Bertrand: O dia antes da felicidade.
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O escritor português José Saramago morreu esta manhã, por volta das 8h, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias. Os jornais de todo o mundo informam do seu passamento recuperando entrevistas e artigos diversos e recordando a sua biografia e a sua obra.
Eis algumhas mostras:
No passado sábado, 12 de junho, fôrom entregues, na Ilha de Sam Simom, o XXVII Prémio Xerais 2010 a Iolanda Zúñiga polo romance Periferia, e o XXV Prémio Merlín de Literatura Infantil 2010 a Teresa González por A filla do ladrón de bicicletas.
O júri desta ediçom do Prémio Xerais estivo composto por Comba Campoy (atriz), Manuel Ángel Candelas Colodrón (professor da Universidade de Vigo e blogueiro), Roberto Pérez Pardo (profissional do livro), Belén Regueira (jornalista), Antón Sobral (pintor) e Fran Alonso (secretário do júri, en representaçom de Xerais, com voz e sem voto). No seu juízo, o romance designado vencedor por unanimidade
«constitúe unha achega necesaria á renovación da narrativa galega a través dunha concepción potente e nítida de cal debe ser unha forma de narrar para o tempo actual. Un relato compacto, tamén mesto, extenso e verdadeiramente fascinante, cun enorme poder de seducción.»Os membros do júri do Prémio Merlín fôrom An Alfaya (Prémio Merlín, 1997), Jacobo Fernández Serrano (Prémio Merlín, 2009), Antonio García Teijeiro (Prémio Merlín, 1996), Mar Guerra (Prémio Merlín, 2008), Gloria Sánchez (Prémio Merlín, 1990), e Helena Pérez Fernández (secretaria do júri, em representaçom de Xerais, com voz e sem voto).
Mais informaçom no blogue da editorial convocante.
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