O Prémio Man Booker perdido (Lost Man Booker Prize), correspondente a 1970, foi anunciado onte com 40 anos de atraso, e recaiu na obra Troubles, de J. G. Farrell (1935-1979).

Em 1971 o Man Booker Prize mudou a suas regras para premiar um romance do mesmo ano, e nom do ano anterior como acontecera nas duas edições prévias. A obra ganhadora era anunciada em Abril e com esta mudança passou a sê-lo em Novembro. Como a ediçom de 1970 premiara um livro de 1969 (The Elected Member, de Bernice Rubens) e a de 1971 premiou In a Free State de V. S. Naipul, publicado nesse mesmo ano, os livros editados em 1970 ficaram fora de consideraçom.

Foi o agente literário e arquivista honorário do Booker, Peter Strauss, quem reparou nesta circunstáncia e convenceu à fundaçom que gere o prémio a reparar, 40 anos depois, esta injustiça com a colheita de romances de 1970.

J. G. Farrell torna-se assi o terceiro (ou o primeiro, segundo como se veja) autor a receber dous prémios Booker, pois já vencera na ediçom de 1973 com The Siege of Kishnapur, romance também finalista na eleiçom do melhor prémio Booker (The Best of Booker) realizada em 2008 com motivo do quadragéssimo aniversário do galardom. Os outros duplos ganhadores do Booker som J. M. Coetzee (distinguido em 1983 com Life & Times of Michael K e em 1999 com Disgrace) e Peter Carey (vencedor em 1988 com Oscar and Lucinda e em 2001 com True History of the Kelly Gang).

Nom localizamos nengumha traduçom galego-portuguesa da obra ganhadora do Booker perdido.

As críticas literárias (bem como as cinematográficas e musicais) publicadas no suplemento Actual do semanário português Expresso costumam ver a luz na internet no web do semanário desde Janeiro de 2009 na secçom Escolhas Expresso (que conta com feed próprio). Contodo, a periodicidade da publicaçom é mui irregular. Nestas últimas semanas, as críticas posteriores ao Actual de 17 a 23 de Abril nom fôrom publicadas, tal como acontecera já em várias semanas consecutivas de Outubro e Novembro do ano passado.

Em contraste, o suplemento Ípsilon do jornal Público inclui regularmente as novas recensões publicadas na secçom de crítica literária do seu portal web, secçom que nom tem feed próprio mas da qual elaboramos este.

Para manter-nos informados das críticas do Actual que nom som disponibilizadas na internet vale conferir o blogue dum dos seus críticos literários, o Bibliotecário de Babel, de José Mário Silva, que geralmente nas sextas-feiras informa das críticas que publicará o Actual no dia seguinte e posteriormente publica a sua (sendo as das últimas semanas omitidas as de O Apogeu de Miss Jean Brodie de Muriel Sparks e Point Omega de Don Delillo).

Desde aqui pedimos, portanto, umha maior pontualidade e regularidade ao portal Expresso na actualizaçom da sua secçom Escolhas Expresso.

Miro Villar, com o livro As crebas, foi o ganhador da décima segunda ediçom do prémio de poesia da cámara municipal de Carral.

O júri estivo composto por Eli Rios, ganhador da ediçom anterior, Baldo Ramos, ganhador da quinta ediçom, a também poeta e tradutora Tati Mancebo, a concelheira de cultura de Carral, Maria José Garcia Fariña, como presidente, e como secretário o técnico municipal de cultura e coordenador do prémio, Carlos Lorenzo.

Segundo informa o web do Concelho de Carral:

O xurado escolleu o libro de Villar de entre as 46 obras presentadas ao certame pola mistura que presenta de clasicismo, culturalismo e compromiso social; polo acerto co que integra as alusións mitolóxicas no discurso poético; e tamén polo novidoso tratamento que fai da modernidade temática dentro do clasicismo.

O II Congresso de Jornalismo Cultural, organizado pola revista brasileira Cult, decorreu em São Paulo entre os passados 3 e 6 de maio. Vários dos debates, colóquios e conferências focárom aspectos relacionados com a crítica literária, teatral, cinematográfica e cultural.

A própria revista Cult disponibilizou diversos vídeos da cobertura informativa do congresso aqui.

Eis umha escolha das principais respostas e repercussões na internet após a publicaçom do artigo de Flora Süssekind, A crítica como papel de bala, no Prosa & Verso da semana passada:



(actualizado em l8-05-2010)

O escritor e blogueiro Sérgio Rodrigues publica hoje no Prosa & Verso umha réplica ao artigo de Flora Süssekind de sábado passado, no qual era um dos três críticos directamente aludidos. Analisa nessa réplica o papel da crítica universitária, responsabilizando-a em boa medida polo seu próprio isolamento e por o pensamento crítico andar «um tanto anémico».

Após realizar um negativo balanço do papel dos estudos culturais (em confluência com o pensamento de Harold Bloom) cuja predomináncia na universidade «transformou em truísmo a ideia de que a literatura como a conhecemos é apenas um instrumento de dominação de classe», o artigo defende o estudo e conhecimento da tradiçom literária e da "especificidade do literário", face à embestida da professora Süssekind contra o connservadorismo e o beletrismo.


as novidades mais instigantes dos últimos anos no campo das letras não partiram de “despossuídos” nem de “refundadores”, mas de escritores imersos até o último fio de cabelo em cultura literária, como Roberto Bolaño, W.G. Sebald, Enrique Vila-Matas, Pierre Michon e David Foster Wallace. Conservadores ou heróis da resistência? E como explicar uma coisa dessas?

O blogue Arabic Literature (in English), do escritor e crítico M. Lynx Qualey, publicou com ocasiom do dia do livro deste ano a lista dos 100 melhores livros em língua árabe segundo a Uniom de Escritores Árabes.

Infelizmente, som escassíssimas as obras que podemos ler traduzidas na nossa língua. Mesmo Naguib Mahfuz, prémio Nobel de Literatura de 1988, cuja Trilogia do Cairo encabeça a lista, nom tem nengumha traduçom galega. Contodo, podemos encontrar facilmente pola internet os exemplares da traduçom portuguesa editada pola Civilização entre 2007 e 2008 dos três romances que conformam a trilogia.

Dos primeiros 10 livros da lista, seria essa Trilogia do Cairo a única obra traduzida à nossa língua, pois as restantes 9 permanecem inéditas.

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