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O Prémio de Traduçom da ABL (Academia Brasileira das Letras) deste ano está envolto em polémica.

Poucos dias após a concessom do prémio, em 2 de junho passado, o blogue Não gosto de plágio, da tradutora Denise Bottmann, expressou perplexidade pola escolha da ABL (Pequenas traduções de grandes poetas, de Milton Lins), e iniciou umha série de escritos em que questiona a professionalidade do tradutor, mostrando os erros e desvios contidos em várias das traduções dos poemas coligidos na antologia vencedora do prémio, e inclusive em traduções anteriores do vencedor.

A polémica passou, pouco depois, do citado blogue aos jornais de tiragem nacional (veja-se as informações da Folha de S.Paulo e, mais recente, do suplemento Prosa & Verso do jornal O Globo).

Segundo informaçom da Folha de S. Paulo de 19 de junho, nom disponível na internet, a resposta do tradutor ao ser questionado sobre os erros foi:

"É possível que eu tenha feito algumas variações. Mas não fui eu quem me premiei. Se eu fosse julgar, não me premiaria".


Contodo, segundo informaçom recolhida no Não gosto de plágio, as polémicas traduções premiadas vinham acompanhadas, nas badanas e prólogos, por críticas elogiosas de várias personalidade, entre os quais algum membro da própria ABL.

O que está em causa som, afinal, os critérios que levárom aos jurados dessa categoria dos prémios (Carlos Nejar, Ivan Junqueira e Evanildo Bechara) a conceder o galardom a umha obra que parece carecer de méritos para tal distinçom.

Em meio desta polémica decorre hoje no Rio de Janeiro a entrega dos prémios da ABL, no Palácio Petit Trianon, sede da instituiçom, às 17 h (horário local).

Eis umha escolha das principais respostas e repercussões na internet após a publicaçom do artigo de Flora Süssekind, A crítica como papel de bala, no Prosa & Verso da semana passada:



(actualizado em l8-05-2010)

O escritor e blogueiro Sérgio Rodrigues publica hoje no Prosa & Verso umha réplica ao artigo de Flora Süssekind de sábado passado, no qual era um dos três críticos directamente aludidos. Analisa nessa réplica o papel da crítica universitária, responsabilizando-a em boa medida polo seu próprio isolamento e por o pensamento crítico andar «um tanto anémico».

Após realizar um negativo balanço do papel dos estudos culturais (em confluência com o pensamento de Harold Bloom) cuja predomináncia na universidade «transformou em truísmo a ideia de que a literatura como a conhecemos é apenas um instrumento de dominação de classe», o artigo defende o estudo e conhecimento da tradiçom literária e da "especificidade do literário", face à embestida da professora Süssekind contra o connservadorismo e o beletrismo.


as novidades mais instigantes dos últimos anos no campo das letras não partiram de “despossuídos” nem de “refundadores”, mas de escritores imersos até o último fio de cabelo em cultura literária, como Roberto Bolaño, W.G. Sebald, Enrique Vila-Matas, Pierre Michon e David Foster Wallace. Conservadores ou heróis da resistência? E como explicar uma coisa dessas?

O Observatório da imprensa publica hoje o artigo Crítico é atacado depois de morto, no qual Deonísio da Silva contesta o que Flora Süssekind publicou sábado passado no Prosa e Verso. O escritor e colunista do jornal Primeira Página nom debate sobre os diferentes métodos de crítica, mas defende a figura e a obra de Wilson Martins e recorda que a professora Süssekind guardou silêncio, em vida de Wilson Martins, sobre tam crítica avaliaçom da sua obra.

No artigo lamenta a perda de espaço da crítica nos jornais e suplementos culturais, confluindo assi co texto de Süssekind, e reflexiona sobre o papel da crítica e o ensino da literatura:

já não somos poucos os que achamos que é urgente uma revisão em nosso cânone literário, que consagra tantas mediocridades.

O suplemento literário "Prosa e Verso" do jornal brasileiro O Globo publica hoje umha corajosa e estimulante reflexom sobre o estado actual da crítica literária brasileira, que sob o título A crítica literária como papel de bala assina a professora e crítica Flora Süssekind.


Partindo das reacções de "ressentimento nostálgico e certo proselitismo agressivamente conservador" que dominárom nas notas necrológicas publicadas com ocasiom da morte, a finais do passado mês de Janeiro, do crítico literário Wilson Martins, denuncia a "perda de lugar social da crítica", reduzida a um complemento das estratégias de mercado:

Fabricam-se nomes e títulos vendáveis, vende-se, sobretudo o nome das editoras, e sua capacidade de descobrir "novos talentos" semestralmente, ao sabor das feiras literárias. E, nesse sentido, formas dissentâneas de percepção, como a crítica, se mostram particularmente incômodas.

Centrando-se a seguir na análise de três obituários e da valorizaçom neles feita da obra crítica de Wilson Martins, afirma:
E é como volta a um jogo entre iguais, a um território mais restrito, homogêneo e regulado, de relevância previamente estabelecida, como volta às Belas Letras que se pode compreender a virulenta ressurreição de Wilson Martins, o desejo de Sérgio Rodrigues de um campo puro do literário, a ideia de uma amostragem irrestrita como a de Miguel Sanches Neto (pois previamente demarcada por gêneros, dicções, territorializações diversas), o sonho com um tempo em que "a literatura e o crítico não pareciam ter que sair de cena", para voltar ao texto melancólico e, a meu ver, equivocado, de Pécora.

E finaliza com a demanda dumha crítica literária adaptada aos tempos actuais.

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